Você não consegue imaginar como é que pode, numa mesa de RPG, faltar RPG?
É muito simples perceber, vamos separar em alguns passos para não nos perdermos:
Passo 1: Relembre (ou conheça pela primeira vez) o significado da sigla RPG: Role-Playing Game, que em bom portugues é Jogo de Interpretação de Personagem.
Passo 2: Verifique, analise e seja imparcial sobre o andamento da interpretação dos jogadores em uma seção de RPG.
Passo 3: Anote quantas vezes eles correram e atacaram simplesmente para matar e/ou (re)matar alguma coisa.
Passo 4: Anote quantas vezes eles conversaram e esperaram uma resposta antes de querer matar e/ou (re)matar alguma coisa.
Passo 5: Faça um paralelo entre quantidades de encontros x morte e encontros x conversas (mesmo que o resultado da conversa seja morte)
Se a quantidade de encontros x morte for maior do que a quantidade de encontros x conversas (resultando ou não em mortes) significa que seus jogos podem estar com pouca interpretação e vocês estejam jogando RKG (role-killing game), mas se a quantidade de encontros x conversas for maior, parabéns, vocês têm jogado o bom e velho RPG e deixando o velho Gary feliz!
Mas cuidado, se encontros x conversas estiver muito maior e vocês não estiverem se divertindo, basta mudar um pouco as bases dos encontros que logo todos da mesa já estarão sabendo quando atacar e quando conversar, sempre se divertindo bastante.
Equilíbrio é a alma do negócio, mas se o grupo realmente prefere RKG, surpreenda-os as vezes, deixando que eles eliminem alguém importante que os impeça de completar uma missão e tire alguma XP deles por causa disso (ou deixe de ganhar a XP que deveriam, depende do seu estilo de narração e “mestragem”). Ou faça-os virarem algum tipo de foras-da-lei, onde suas cabeças sejam de valor alto e outros aventureiros caçadores de recompenças queiram “livrar o mundo de todo o mal”, quem sabe assim, eles percebam o quanto é importante jogar RPG e não RKG, já que eles deverão interpretar para não serem eliminados e sentirão na pele o quanto aquele Hobgoblin sofreu quando se arrependeu de atos vis e se rendeu, sendo eliminado no final sem causa, nem justiça (talvez ele tenha sido obrigado a cometer atos ruins ou sua educação não foi lá grndes coisas). Ou não,
Só de curiosidade, como andam suas seções de RPG? Espero que o passo-a-passo lhe ajude!

#1 by avoloch on 30 de março de 2008 - 3:12 pm
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Existem 2 tipos de jogos
as campanhas longas e os jogos surtados
one shot é RKg feito para matar, tomando uma cerva, muito bomm.
#2 by edy abreu on 30 de março de 2008 - 4:48 pm
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é verdade, avoloch. one shot é legal quando não se “esquenta a cabeça” com antecedentes dos personagens e o objetivo é sair qubrando tudo. interessante tb o fato de que nao vamos percisar de lembrar de nada depois e ninguem lembra da gente, rs.
Mas quando a campanha vai ser longa e vamos passar muito tempo jogando com as mesmas pessoas, buscar um equilíbrio no jogo é essencial para diversão de todos!
#3 by Tsu on 31 de março de 2008 - 9:02 am
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hauhaua…não quer interpretar?
Então jogue D&D miniatures, Mage Knight, Battletech, Warhammer, ou qquer strategy role killing game machine…
#4 by Rey on 31 de março de 2008 - 10:48 am
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Os meus jogos estão com um misto legal entre os dois.
Até pq o tema preferido é medieval não dá pra ficar sem matar uns orcs.
Mas a interpretação está sendo divertida.
O druida do grupo disse outro dia: “Se não conseguirmos acerder esta fogueira eu ficarei como um GATO SEM CACHORRO.”
E a pausa para risos…
#5 by Phil Souza on 31 de março de 2008 - 5:32 pm
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Hummm… Em campanhas de faltasia medieval esse metodo de analise se encaixa perfeitamente. Em outros fica mais complicado. Lembra das famosas historias de jogadores que saem de um tema de jogo e vão para outro e se enrolam muito. É quando um asessão de vampiro feita por ex jogadores (sem bom senso obviamente) de fantasia medieval vira uma sessão de counter striker. Ou como essa campanha de star war aqui:
http://www.irregularwebcomic.net/darthsanddroids/episodes/0001.html
#6 by edy abreu on 1 de abril de 2008 - 11:21 pm
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warhammer é muito legal!
só assiti a alguns jogos, mas gostei demias!
#7 by Sapo on 8 de abril de 2008 - 3:27 pm
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O bom mesmo é quando há as duas coisas em um grupo que joga a algum tempo. De vez em quando, no meu grupo, saímos da conversa medieval existente em D20 e quebramos um pouquinho do tédio (e prédios) na época atual, geralmente em 3D&t. Quando há necessidade de um pouco mais de mistério e cuca no lance, damos uma passada em Cuthulu. Se sentimos falta de trucidar alguns Tarrasques (ou sermos trucidados por golens de ferro), voltamos então pra D20. Pelo menos em D&D, não há como ficar muito tempo sem lutar, até mesmo porque, as habilidades dos personagens são voltadas para isso, mas concordo que lutas sem sentido, com inimigos que brotam do solo apenas para dar XP também tira a graça.
NPC: “Quem é você?”
Jogador: “Não importa, ataque poderosoooo…”
#8 by Avoloch on 12 de abril de 2008 - 10:26 pm
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Alguem me diz qual sistema não culmina numa batalha!
site atualizado Edy da uma passada lá
#9 by Mustang on 15 de abril de 2008 - 7:29 pm
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grupo de guerreiros????
NPC: “Quem é você?”
Jogador: “Não importa, ataque poderosoooo…” [2]
as vezes realmente vira RKG
XD
#10 by Caio on 16 de abril de 2008 - 9:51 pm
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Bom dia,
Eu adorei o seu texto… Muito bem escrito. As dicas são ótimas.
Eu só gostaria de corrigir um pequeno erro de português.
Esta nesse trecho:
“…quem sabe assim, eles persebam o quanto é importante jogar RPG e não RKG…”
PERSEBAM é com C, percebam.
Mas o resto esta OK!
Abraços!
#11 by edy abreu on 17 de abril de 2008 - 4:08 pm
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obrigado pela visita sr caio e por identificar esse erro (que já está corrigido)!
que falha crítica, hein?