Archive for janeiro, 2009

Desventuras de Kobold e Goblin

RPG no Celular: Envie ASSINAR RPG para o número 49523.

Um Feiticeiro Kobold estava sentado em um galho alto de uma árvore velha curtindo uma erva-do-mal, olhando as nuvens e viajando nas ilusões malevolentes.

Um Goblin Ranger, que passava caminhando por ali o viu lá no alto e perguntou:
-E aê Kobold, tudo no puro caos? Tá fazendo oque nesta árvore, maluco?

O Kobold respondeu:
- Tô queimando uma erva de outro plano.. chega aê!

Após algum tempo pendurados na árvore, o Goblin vira para o Kobold e fala:
- Carinha Feiticeiro, minha boca tá toda seca, vô lá no rio tomar uma água… sacou?

O Goblin, totalmente chapado, vendo todas as ilusões estroboscópicas do feiticeiro doidão, saiu cambaleando pela floresta e acabou trombando com um ORC Bárbaro!

- Coéh Goblin – disse o Orc – Quer morrer seu maluco? Num tá vendo minha clava não porra?!

- Pera ae seu Orc – falou o pequeno Goblin, que explicou ao Orc tudo o que havia acontecido.

O Orc então ficou curioso sobre a tal erva-do-mal e foi em direção ao Kobold, para intimidá-lo e pegar um punhado para ele.

O imenso Orc então, encontrou o Kobold numa das árvores e gritou:
- Ae Kobold, chega aqui embaixo véio!

o Kobold então exclamou:
- Porra Goblin, taquepareo bicho, tu bebeu água pá caceeeeeeta véééio!


UPDATE
1/fev/9: Vejam aqui a ilustração finérrima que o Johnny do D3 fez para esta piada!

Tags: , , , ,

Para quem já leu "O Robert"

É o Robert De Niro em Taxi Driver!

Não sabe quem é ele?

-Que livro você está lendo? – Perguntou minha mãe.
-O Hobbit- Eu respondi.
-O quê? O Robert?
Minhã mãe demorou meses para falar Hobbit e não Robert.
Anarorë


Pois é, acredito que TODOS nós já passamos por alguma situação similar idêntica, mas como diria nosso amigo Chapolin Colorado, Calma calma, não priemos cânico!

É normal que caia em nossas mãos um jovem e tolo mancebo (ou não tão jovem assim), pronto para ser iniciado em um mundo com uma cultura diferente de tudo aquilo que ele já viu, cheio de elementos fantásticos e belo, criado por um simpático senhor que o fez por paixão durante toda sua vida e que hoje, possui vários fãs e admiradores de sua obra fabulosa.

Então, lembrem-se senhoras, senhores, crianças e crianços, vamos ser legais com eles e ensinar com paciência e alegria, pois aquele senhor simpático com certeza fai ficar muito feliz!

O diálogo que iniciou esta publicação esta lá no Fórum Valinor em um tópico sobre a “desconhecência” do povo.

Vai lá conferir e participar!

Tags:

O que é o Dia Z?

A minha ficha começou a cair enquanto ouvia o nerdcast “A história da Terra” e mal sabia eu que estava presenciando o início do fim dessa história.

Muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo “naquele dia em que a manhã foi invadida pela noite, que chegou cedo demais“, eu ri quando disse que “era a nuvem do lost“, talvez porque “ela se movia mais rápido do que eu” e “ventava forte“, mas muito forte mesmo, até senti o prédio tremer, o que pode explicar as avarias necessárias para acontecer aquele “incêncio com alagamento na garagem do prédio“, mas “a nuvem negra passou rápido pelo céu” e achei que fosse apenas um capricho da natureza.

Naquela mesma manhã, fiquei sabendo o que aconteceu com o Rey, achei legal ter sido “convidado” por um meme sobre o Dia Z, mas o que para mim era apenas uma brincadeira que tomava conta dos blogs de rpg se tornou logo um verdadeiro pesadelo, mas eu estava totalmente acordado.

Me lembro de quando o @ereke percebeu que menos pessoas (vivas?) estavam andando pelas ruas da cidade. Não existem meras coincidências. Eu já deveria saber disso.

Aquele dia passou rápido. Rápido e silencioso. Eu havia passado o dia inteiro com o fone de ouvido e ele abafa todos os barulhos externos. Naquele dia, eu só ouvi uma música e apenas uma única vez. Não me lembro mais qual era. O fato importante, foi que o trânsito estava realmente tanquilo na hora de ir para casa. Eu passei pela área hospitalar. Estava quieta. Muito extranho isso. Tanto silêncio ali. Quase nenhum carro, nenhuma ambulância, absolutamente nenhum sinal de vida por aquelas ruas.

Já se passou uma semana e só agora pude escrever sobre o que eu estou passando. Eu já descobri o que realemnte aconteceu e como aconteceu. “Aquela nuvem” não era apenas uma nuvem comum, ela era uma nuvem tóxica, com algum tipo de vírus. Esse vírus infecta os mortos, os doentes e qualquer outra pessoa que esteja ferida.

Sangue, pus, ossos, carne humana rasgada, nada disso pode ser visto com facilidade por ae. Eles estão realmente famintos e não deixam nenhum vestígio. Algumas roupas, melhor dizendo, farrapos e alguns outros objetos pessoais sim, isso existe na rua. É lixo para eles, eles não ligam para isso. Mas é a sua isca. O bom é que as pessoas que vão pegar os objetos de valor são pegas por eles e então, se alimentam. O ruim é que eles estão cada vez em maior número.

Passei de carro pelo viaduto de Santa Teresa na semana passada. Estava uma chuva forte, não se via um palmo a diante, quando reduzi, percebi alguns vultos saindo de trás das pilastras. Não duvidei e acelerei forte. Acho que passei sobre um deles, devia estar caído, pois o carro nada amassou. Se havia sangue a chuva lavou. O resto do caminho continuava vazio e só então percebi que os outros carros não estavam simplesmente estacionados: Eles haviam sido atacados.

Passei bem próximo à @Animassauro e vi uma bolsa perto da esquina. Eu a reconheci, era a bolsa da @glassgrrl, mas ela não estava lá.

Fui para casa e não pude pensar em outra coisa, se não me armar. Peguei algumas facas e minha katana, vesti protetores de skate, capacete, coloquei caneleira: Eu estava pronto para eles e esperava que eles não estivessem me aguardando.

Não pensei em nenhum momento em esconder e tentar sobreviver, pois eu sabia que um dia eles iriam me pegar e eu tinha que reduzir suas chances. Reduzir o número deles. Aumentar as chances de outras pessoas. Sim, eu saí pelas ruas. Fui caçar aqueles malditos Zumbis. Nunca pensei que teria uma atitude dessas num dia desses e me surpreendi ainda mais naquele dia.

Tracei uma rota, uma rota que me permitisse passar próximo a casa de parentes e amigos, eu queria formar um batalhão de humanos loucos e armados, uma força realmente poderosa que pudesse eliminar esses malditos.

Mas eu cometi um pequeno erro de cálculo. Ninguém estava em casa, ninguém atendeu a porta, ninguém atendeu ao meu chamado e lá fui eu, contra uma horda de Zumbis famintos.

Caminhei por horas, kilômetros, dias, mas eu não os encontrei. Não sei como, mas eu não os encontrei. Após quase uma semana caçando-os, apenas meia dúzia deles tive o prazer de eliminar. Também não encontrei quase ninguém vivo e destes vivos, nenhum quis se juntar a mim. Dizem que sou louco.

O vento está parado esses dias. Não vejo mais nenhuma “nuvem negra” como aquela. Acho que eles se foram, devem estar procurando outro lugar para caçar. Apenas um cheiro podre me faz companhia nestes últimos dias.

Sabe o que são estes meus últimos dias? Todos eles são o Dia Z.

Este post NÃO é uma brincadeira. Eu continuo caminhando a procura de mais sobreviventes. Se você está lendo este post, por fazor, entre em contato pelos comentários. preciso saber que não estou sozinho nessa.

Como será que estão o Tsu, do Contos de RPG e o Alexandre do RPGista?

Tags: , , ,

O Ooze é entrevistado pelo Dragão

A muitos e muitos anos atrás, em uma galáxia muito, muito distante, o jovem Phil Souza entrevistou aquele que conhecemos como Edy Abreu, que por sua vez, entrevistou o Lorde entre os Lordes dos Limos, Oozes, Gosmas e afins, Rey Jr, do aclamado blog de RPG Ooze.

Após vários séculos de espera, a tão esperada entrevista foi encontrada manuscrita em pergaminhos élficos e agora, disponibilizada para o deleite de todos nós, Errepegistas (ou não).

O Dragão entrevista Ooze

O Ooze é entrevistado pelo Dragão

1- Então Rey, quem é você, de onde veio e para onde pretende ir?

Quem sou eu, essa é dificil. O melhor que posso descrever é que sou um cara que gosta de rir. Eu nasci em São Paulo, mas aos 12 anos vim morar em São José do Rio Preto (~400 km da capital) e provavelmente foi uma das melhores coisas que me aconteceu. E não pretendo ir a lugar nenhum por enquanto. Minha profissão (Corretor de Seguros) é burocrática e cheia de detalhes o que a torna chata às vezes, mas muito gratificante quando tudo dá certo. Pretendo continuar nela, pois tem pagado as contas. Claro que todo RPGista gostaria de viver do Hobby mas isto é para poucos, né?.


2- Acredito que algumas pessoas devem se perguntar “Mas porque Ooze e que diabos é isso?!”. Esclareça estas mentes sedentas por conhecimento!

Ooze foi um nome que apareceu numa lista que bolei de nomes para o blog que eu pretendia criar. Quando me chamaram a atenção de que naquela lista era o melhor nome, eu olhei com mais cuidado e decidi utilizá-lo. Quando eu tinha uns 12 anos eu era fissurado nas Tartarugas Ninja e construia com os amigos as armas e a gente vivia se batendo, que infancia saudável! (Eu era sempre o Michelangelo com meus nunchakus de madeira). O liquido que deu origem ás Tartarugas era o Ooze (Dizem que o liquido que cegou o Demolidor era o Ooze tbém). Mas depois que parei pra analisar este nome eu identifiquei outras “qualidades”. É um nome pequeno e fácil, além disso, um dos monstros mais legais no D&D são os Oozes (Cubo Gelatinoso, vai!). Adicione a tudo isso o fato do ooze ser uam coisa maleável e você tem um nome de blog que pode falar sobre tudo, de RPG á Filmes Trash (”A Coisa” era um ooze, com certeza!) e tá tudo certo. Eu gosto de Ooze, vocês não?

3- Muito bem rapaz, então você um dia percebeu que estava fadado a ser um jogador de RPG nato e que deveria escrever sobre isso. Isto seria uma dádiva maior, um dever, uma missão, obra do acaso ou uma maldição? Conte-nos um pouco desta sua aventura e como tudo começou.

Quando eu conheci o RPG pela primeira vez eu pensei comigo “Eu sempre gostei disso e não sabia!”.
Foi realmente um caso de amor á primeira vista. Um amigo meu comprou (por influencia minha) a caixa preta de D&D da Grow. Eu queria que ele comprasse o Hero Quest, mas era muito caro, então nós vimos o Dragon Quest (”…uma introdução ao mundo do RPG”) e o D&D (…O RPG mais jogado do Mundo) e pensamos “Danem-se ás introduções, vamos para o Mais jogado!”. Não me arrependi. Aliás, eu encho a boca pra falar “Comecei com o D&D onde elfo era elfo e mago era mago, fim de papo!” hahaha. De lá pra cá minha paixão é o D&D, mas eu gosto muito de Changeling, Demon: The Fallen e Shadowrun.


4- Um pequeno momento de nostalgia: Existe algum post em especial que te marcou no Ooze e algum outro post que te marcou fora do Ooze? Por quê?

Um post que me marcou no Ooze foi a série “Seria você um Munchkin” (Jabáááá). Eu gostei de escrever e os comentários foram muito legais. Fora do Ooze o post que mais marcou, dentre tantos posts e blogs fantásticos que tem aparecido, creio que foi/é a série Videogame de Papel do Cobbi.

5- Conflitos existenciais: Se sou um Gnomo Ilusionista ou um Anão Guerreiro, porque interpreto como um Meio-Orc Bárbaro? Para você, como a interpretação ou a falta dela pode ajudar ou prejudicar a conciência de “O que é RPG” e de “Como ele funciona”.

Uau, Edy, tá ficando Profundo. Tenho até medo da próxima pergunta. Sem interpretação o RPG se torna apenas mais um jogo de tabuleiro. Se tivermos APENAS interpretação então é apenas uma Contação de Estórias. O bonito do RPG é que ele serve para qualuqer pessoa. Seja ela uma pessoa que goste de interpretar ou uma que não goste. Apenas vai dar errado se pessoas com pensamentos muito diferentes estiverem no mesmo grupo e digo isso por experiencia própria. De qualquer forma a interpretação deve sempre ser incentivada e nisso o Narrador tem papel fundamental, pois se ele não interpreta os jogadores não se motivarão a isto (principalmente no caso de novatos).

6- Você tem dado em casa? Quando foi a última vez que praticou o ato supremo e como foi? Você tem alguma periodicidade ou depende apenas de “criar um clima”?

Alá, falei que tava ficando pesado! AHAHA.
Eu tenho dado toda terça-feira, ultimamente. Estamos com uma campanha muito legal de D&D 4E que se passa em Forgotten, eu sou o DM e são 3 jogadores (Dragonborn Paladino , Elfo Clérigo/Mago e Meio-Elfo Ladino). Sou suspeito pra falar, afinal me tornei um grande Fã do 4E, mas a campanha está muito bacana.
Geralmente eu gosto de jogos marcados com antecedencia. Eu já tive ótimos jogos criados “no clima”- como, por exemplo, quando acabamos de assistir Bruxa de Blair e meu amigo vira pra mim e diz: “Rey, vamos jogar Bruxa de Blair, eu tenho que bater nessa velha”- mas sou definitivamente contra parar DO NADA pra jogar na Praça de Alimentação do Shoping. RPG é pra todos, sim, mas nem todos são obrigados a aturar um bando de gente gritando “Moooorra Seeeeiya!” em praça publica.

7- Uma dica para quem está começando a jogar RPG e que tipo de referência (filmes, quadrinhos, livros) você recomenda para quem está no nível 1 de errepegista?

Dica pra quem está começando no RPG: LEIA! Mais do que assistir a filmes, leia livros. Os bons vão enchê-los de idéias tanto para aventura quanto para personagens. Outra dica é Seja Discreto: Já passou a modinha de se vestir de preto, pra outros caras vestidos de preto saberem que você joga RPG.
Referencias para quem tá começando: Aqui serei BEM tendencioso porque sou apaixonado por fantasia medieval.

Livros:
Bernard Cornwell escreve ótimas histórias e de fácil leitura. Qualquer título dele vale a pena.
Monteiro Lobato: Duas razões: 1 – Ele é um genio. 2 – Não precisa de mais razões depois da 1, mas é um universo muito rico e vale a pena conhecer.
Paulo Coelho: * Abaixa o escudo e chuta algumas pedras pra longe * O Alquimista é bom! Sério.
Neil Gainman: Leia Deuses Americanos e me conte quantas campanhas surgiram em sua cabeça. Eu perdi as contas.

Filmes:
Além dos Clássicos Feitiço de Aquila, Labirinto do Fauno, Highlander (Só o 1), Labirinto, A Lenda, Senhor dos Anéis e Willow recomendo Extermíno (Para seu dia “Z”), Clube da Luta e Batman Dark Knight (Pra testemunhar dois legitimos agentes do Caos).

Quadrinhos:
Sláine, Hellboy, Fabulas e onde quer que o Neil Gainman e o Alan Moore encostem.

8- Acredito que poucas pessoas saibam de seu potencial escondido sobre sua multi-classe pouco compreendida. Como é ser um publicitário e se isso afeta sua vocação para os jogos de alguma maneira.

Bom, na verdade eu me formei em publicidade e propaganda, mas não exerço a profissão. Assim eu não me considero um publicitário. Porém eu aprendi a pensar como se fosse um e pensar, como diria um professor “Do outro lado da tela”. Ou seja, muitas vezes a gente consegue ver a inteção por trás de uma ação e aprende a ver as coisas por diferentes prismas e por ter que se comunicar bastante precisa ter um bom vocabulário. Isso ajuda na hora de mestrar, de criar uma historia e envolve um bocado de improvisação. Acho sim que a faculdade de Publicidade me ajudou a ser um RPGista melhor e tirei ensinamentos que se usa para todos os campos, não só para a publicidade.

9- E para terminar, aprecie-nos com algumas palavras de sabedoria, ó Aquele que do Verde vem!

“Adeus e obrigado por todos os peixes!” Foi a coisa mais sábia que me ocorreu no momento.

Agora é esperar para ver quem o Rey Jr vai entrevistar!

Obs.: A ilustração do “Ooze é entrevistado pelo Dragão” foi feita pelo ATOA (veja seu deviantart), que não é atoa, mas é e colorida por ele e eu, em testes despretensiosos em um famoso software de edição gráfica. =P

Tags: , , , , , , , ,