
Hein?
Hein?
Bem zé, dexô te falá ae: o tal cenário é um mapa que meu irmão e eu começamos a desenhar a um tempinho já. Ele seria um cenário próprio, autoral, mas que acabou ficando sem tempo para ser desenvolvido e na época, começamos a pegar algumas aventuras, localidades e outras coisas de fora e adaptávamos na medida em que precisávamos.
Semana retrasada, pegamos o tal mapa e acordamos o projetinho, agora com essa idéia de retalhos aceita. Mas não definitivamente. Vou explicar:
Um jogador comprou a Fortaleza no Penhor das Sombras, mudei um pouco o mapa, ajustei a estória e taquei próximo a um porto também adaptado de alguma revista de rpg (não lembro o nome e não vou lá olhar agora), depois peguei uma Taverna (também disponível em uma destas revistas), mudei mais um pouco e mandei NPCs Anões socarem os PJs.
Coloquei um quartel ao norte deste porto e a personagem de um jogador que faltou logo no primeiro jogo virou o gancho que faltava.
No próximo jogo, mando a galera atrás dos monstros ou para a ossada do Dragão (que também mudei coisas por aqui).

12 macacos
O jogador que comprou o Penhor resolveu mestrar com meu irmão, usando táticas que nós já havíamos experimentado para mestrar em mesas enormes. Eu não pude ficar de fora e fiz 2 personagens. Acabei escolhendo o mago humano para jogar e foi muito bacana!
No fim das contas, em conjunto, montamos em 1 semana uma aventura para 15 loucos na mesa, onde 12 eram novatos. A região norte do nosso mapa já tem movimentos próprios e uma história interessante.
Mas existem alguns “poréns” nisso tudo, são algumas dúvidas que eu não consigo me livrar delas:
• Um cenário ou uma aventura pronta, protegida por direitos autorais e comprada por mim, pode ser alterada até que ponto?
• E se eu altero tudo, na verdade eu crio algo novo inspirado em várias obras. Eu tenho algum direito sobre isso?
O fato é que o cenário/mundo, que ainda não tem nome, possui vários elementos próprios, alguns idênticos de outras obras e boa parte inspirada e modificada de outro tanto de material diverso.
Eu queria chegar a um ponto em que o cenário fosse feito em conjunto, onde cada aventura desenvolvida por cada grupo pudesse mover o mundo mais um pouco e que a história de cada aventureiro chegasse aos ouvidos de outros através de lendas e causos de Bardos.
• Mas que parte da criação é de cada um?
• Como separar quem é dono de quê?
• Como eu poderia saber que ninguém “pegou” algo de outro lugar para falar que é nosso por direito?
• Como resolver esse problema sem nenhum pajé vir reclamar com os índios?
Porque, seu eu pudesse, eu mestrava pra mil!
