Hein?

Hein?

No final de semana retrasado comecei a mestrar uma campanha-de-retalhos para 5 jogadores, em um cenário-de-retalhos que está sendo costurado em grupo, sobre um mapa desengavetado do fundo do baú que fica sobre a mesa do quarto de dormir da casa do vizinho.

Hein?

Bem zé, dexô te falá ae: o tal cenário é um mapa que meu irmão e eu começamos a desenhar a um tempinho já. Ele seria um cenário próprio, autoral, mas que acabou ficando sem tempo para ser desenvolvido e na época, começamos a pegar algumas aventuras, localidades e outras coisas de fora e adaptávamos na medida em que precisávamos.

Semana retrasada, pegamos o tal mapa e acordamos o projetinho, agora com essa idéia de retalhos aceita. Mas não definitivamente. Vou explicar:

Um jogador comprou a Fortaleza no Penhor das Sombras, mudei um pouco o mapa, ajustei a estória e taquei próximo a um porto também adaptado de alguma revista de rpg (não lembro o nome e não vou lá olhar agora), depois peguei uma Taverna (também disponível em uma destas revistas), mudei mais um pouco e mandei NPCs Anões socarem os PJs.

Coloquei um quartel ao norte deste porto e a personagem de um jogador que faltou logo no primeiro jogo virou o gancho que faltava.

No próximo jogo, mando a galera atrás dos monstros ou para a ossada do Dragão (que também mudei coisas por aqui).

12 macacos

12 macacos

Sapassá, que virou domingo sem eu saber, apareceram mais de 12 macacos lá em casa para jogar 4e, a maioria iniciante em RPG (Yes! Virgens frescas para o abate!). O mestre, adivinhem quem foi!

O jogador que comprou o Penhor resolveu mestrar com meu irmão, usando táticas que nós já havíamos experimentado para mestrar em mesas enormes. Eu não pude ficar de fora e fiz 2 personagens. Acabei escolhendo o mago humano para jogar e foi muito bacana!

No fim das contas, em conjunto, montamos em 1 semana uma aventura para 15 loucos na mesa, onde 12 eram novatos. A região norte do nosso mapa já tem movimentos próprios e uma história interessante.

Mas existem alguns “poréns” nisso tudo, são algumas dúvidas que eu não consigo me livrar delas:
• Um cenário ou uma aventura pronta, protegida por direitos autorais e comprada por mim, pode ser alterada até que ponto?
• E se eu altero tudo, na verdade eu crio algo novo inspirado em várias obras. Eu tenho algum direito sobre isso?

O fato é que o cenário/mundo, que ainda não tem nome, possui vários elementos próprios, alguns idênticos de outras obras e boa parte inspirada e modificada de outro tanto de material diverso.

Eu queria chegar a um ponto em que o cenário fosse feito em conjunto, onde cada aventura desenvolvida por cada grupo pudesse mover o mundo mais um pouco e que a história de cada aventureiro chegasse aos ouvidos de outros através de lendas e causos de Bardos.

• Mas que parte da criação é de cada um?
• Como separar quem é dono de quê?
• Como eu poderia saber que ninguém “pegou” algo de outro lugar para falar que é nosso por direito?
• Como resolver esse problema sem nenhum pajé vir reclamar com os índios?

Porque, seu eu pudesse, eu mestrava pra mil!

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